O fazendeiro e seus filhos

Resumo


A fábula "O fazendeiro e seus filhos", de Esopo, abre com um velho fazendeiro rico em seu leito de morte, confiando aos filhos um segredo: há um tesouro escondido em algum lugar da terra da família. Sem revelar o local exato, ele os deixa com uma única instrução — não poupem esforço na busca. Os filhos revolvem cada palmo da fazenda com afinco, à procura de ouro. O que encontram, porém, surpreende e transforma a maneira como encaram o legado do pai.


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Um velho fazendeiro rico, que sentiu que não tinha mais muitos dias de vida, chamou seus filhos ao lado de sua cama.

“Meus filhos”, disse ele, “prestem atenção ao que tenho a dizer a vocês. Não separe em hipótese alguma o patrimônio que pertenceu à nossa família por tantas gerações. Em algum lugar está escondido um rico tesouro. Não sei o local exato, mas está lá, e com certeza vocês o encontrarão. Não poupem energia e não deixem nenhum ponto sobre pedra em sua busca.”

O pai morreu e, assim que ele estava em seu túmulo, os filhos começaram a trabalhar cavando com toda a força, revirando cada metro de terra com suas pás e revirando toda a fazenda duas ou três vezes.

Nenhum ouro escondido eles encontraram; mas na época da colheita, quando eles acertaram suas contas e embolsaram um rico lucro muito maior do que o de qualquer um de seus vizinhos, eles entenderam que o tesouro que seu pai lhes havia contado era a riqueza de uma colheita abundante e que era o mesmo se tivessem encontrado o tesouro.


Créditos

Esopo foi um contador de histórias da Grécia Antiga, provavelmente do século VI a.C., famoso por fábulas curtas que encerram ensinamentos morais duradouros. "O fazendeiro e seus filhos" é um dos exemplos mais diretos de sua técnica: uma narrativa simples que esconde, tal como o tesouro da história, uma verdade sobre o valor do trabalho e da perseverança.