O cachorro, o galo e a raposa

Resumo


A fábula "O Cachorro, o Galo e a Raposa", de Esopo, começa quando dois amigos inseparáveis decidem aventurar-se pelo mundo. Ao anoitecer, uma raposa faminta ouve o canto do galo na floresta e, cheia de segundas intenções, aproxima-se com palavras doces e falsas amabilidades. O que ela não sabe é que o galo, esperto e sereno, tem um trunfo escondido bem ao pé da árvore. Uma história curta sobre astúcia, amizade e a armadilha que a ganância prepara para si mesma.


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Um cachorro e um galo, que eram melhores amigos, desejavam muito ver algo do mundo. Resolveram então deixar o terreiro e partir para o mundo pela estrada que levava à mata. Os dois camaradas viajaram no melhor dos espíritos e sem encontrar nenhuma aventura digna de menção.

Ao cair da noite, o Galo, procurando um lugar para se empoleirar, como era seu costume, avistou por perto uma árvore oca que ele pensou que serviria muito bem para passar a noite. O Cachorro podia rastejar para dentro e o Galo voava para cima de um dos galhos. Assim dito, assim feito, e ambos dormiram muito confortavelmente.

Com o primeiro vislumbre da aurora, o Galo acordou. Por um momento, ele esqueceu exatamente onde estava. Ele pensou que ainda estava no terreno da fazenda, onde era seu dever acordar a família ao raiar do dia. Então, ficando na ponta dos pés, ele bateu as asas e cantou vigorosamente. Mas em vez de acordar o fazendeiro, ele acordou uma raposa não muito longe na floresta. A Raposa imediatamente teve visões otimistas de um delicioso café da manhã. Apressando-se para a árvore onde o Galo estava empoleirado, disse muito educadamente:

“Uma calorosa recepção ao nosso bosque, honrado senhor. Eu não posso te dizer o quanto estou feliz em vê-lo aqui. Tenho certeza de que nos tornaremos amigos íntimos.”

“Sinto-me muito lisonjeado, bom senhor”, respondeu o Galo maliciosamente. “Se você fizer o favor de contornar a porta da minha casa ao pé da árvore, meu porteiro o deixará entrar.”

A Raposa faminta, mas desavisada, contornou a árvore como lhe foi dito e, em um piscar de olhos, o Cachorro a agarrou.


Créditos

Esopo foi um fabulista da Grécia Antiga, cuja obra atravessou séculos e moldou a tradição literária ocidental com histórias de animais que encarnam virtudes e vícios humanos. Esta fábula em particular destaca a esperteza como melhor defesa contra a malícia dos outros.