Resumo

Polegarzinha, o conto de fadas de Hans Christian Andersen, narra a história de uma menina do tamanho de um polegar que nasce dentro de uma tulipa. Sua vida tranquila é interrompida quando um sapo a rapta para casá-la com seu filho. Fugindo rio abaixo, Polegarzinha enfrenta capturas inesperadas, um inverno cruel e a ameaça de um casamento sem amor com uma toupeira cega ao sol — enquanto tudo que ela deseja é liberdade, luz e afeto verdadeiro.

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Era uma vez uma mulher que queria muito ter um filho, mas não sabia como. Então, ela pediu ajuda a uma velha bruxa. Eu tenho um grão de cevada especial, disse a bruxa. Coloque-o em um vaso de flores e veja o que acontece!

A mulher plantou o grão. Imediatamente um grande botão de flor apareceu. Que linda flor, disse a mulher e beijou as folhas. Então a flor se abriu. Era uma tulipa. No meio estava uma linda garotinha. Ela não era maior que um polegar, então a chamavam de Polegarzinha.

Eles fizeram um berço de casca de noz com pétalas como colchão e cobertor. Durante o dia, a menina brincava na mesa. Em um prato de água havia uma pétala de flor na qual ela poderia navegar. Ela tinha duas folhas para remar. A Polegarzinha cantava lindas canções e estava feliz. Mas uma noite um sapo gordo e feio entrou por uma janela quebrada e pulou sobre a mesa. “Esta seria uma bela mulher para o meu filho”, disse o sapo, e levou a Polegarzinha no berço.

O sapo morava com o filho na beira do rio. Oh, como o filho era feio. “Kroowk kroowk”, disse o sapo quando viu a menina. “Shiiiu” disse a mãe sapo, ou ela vai acordar e fugir. Eles a colocaram em uma vitória-régia no rio e foram decorar a casa dos sapos. Polegarzinha acordou e chorou. Ela não queria morar lá, muito menos casar com um sapo.

Os peixes que também viviam no rio ouviram tudo e olharam para a menina com curiosidade. Eles a achavam muito doce e queriam ajudá-la a evitar que ela se casasse com o sapo. Então eles roeram o talo verde da folha para que Polegarzinha pudesse flutuar rio abaixo, longe dos sapos.

E assim a Polegarzinha viajou. No caminho muitos pássaros cantavam. Uma borboletinha branca também voou junto. Eles se gostavam muito. A Polegarzinha amarrou seu cinturão na folha e na borboleta. Agora ela estava se movendo muito mais rápido.

Um pouco depois, um grande besouro passou voando. Ele achou Polegarzinha muito fofa, então a levou com ele. A folha verde flutuou sobre o rio e a borboleta também, pois ainda estava amarrada à folha.

Polegarzinha estava muito assustada, mas ela estava ainda mais assustada porque a borboleta estava presa e poderia estar com muita fome.

O besouro, por outro lado, estava feliz. Ele deu mel a Polegarzinha. Ele a achava doce, embora não se parecesse nada com um besouro. Mas quando os outros besouros a viram, acharam que ela era estranha e feia. Agora o besouro também achava que ela era feia e não a queria mais. Ele a colocou em uma margarida. Aí ela chorou, porque ela era feia e o besouro não a queria. Mas na verdade ela era tão bonita quanto uma pétala de rosa.

Polegarzinha viveu sozinha na floresta durante todo o verão e outono. Sob um trevo em uma cama caseira de grama. Ela bebeu o orvalho das folhas e comeu o mel das flores.

Mas então o inverno veio com neve e frio, e seu corpo magro logo congelaria. Ela estava andando por um milharal e de repente viu um buraco de rato. Ela entrou para pedir algo para comer. O rato do campo disse que poderia ficar o inverno todo se limpasse e contasse histórias.

Um dia, uma toupeira vizinha veio visitá-la. Esse seria um bom marido para Polegarzinha, pensou o rato do campo. Ele é rico e tem uma casa grande. Polegarzinha tinha que contar histórias e cantar, e a toupeira se apaixonou por ela. Mas Polegarzinha estava muito infeliz, porque as toupeiras vivem no subsolo sem luz solar.

A toupeira cavou um túnel entre sua casa e a toca do rato. No túnel havia um pássaro morto. Eles podiam vê-lo através de um buraco à luz do dia. Provavelmente tinha morrido de frio. A toupeira e o rato não fizeram nada, mas Polegarzinha amava muito os pássaros e queria ajudar.

À noite, ela trouxe uma cama e um cobertor para o pássaro. Ela deitou a cabeça em seu peito e agradeceu ao pássaro por suas belas canções. Mas de repente ela se assustou.

Ela ouviu o coração batendo, o que significava que o pássaro ainda estava vivo. Mas era muito grande.

As andorinhas voam para países quentes no outono, mas esta tinha rasgado a asa e não podia voar mais longe.

A Polegarzinha cuidou dele durante todo o inverno e na primavera ele voltou a ser forte. Ele se despediu e voou pelo buraco no túnel. A andorinha quis levar a Polegarzinha com ela, mas ela ficou com o camundongo, que de outra forma ficaria muito triste.

Mas a garotinha não estava nada feliz sob o solo sem luz solar. Ela teve que costurar e tecer porque logo se casaria com a toupeira. Todas as manhãs e todas as noites, ela saía sorrateiramente, sentia o vento em seus cabelos e via o céu azul. Ela sentia falta do amigo pássaro e chorava porque não amava a toupeira. Depois foi ao milharal uma última vez para se despedir do sol e das flores. De repente ela ouviu um canto ao lado dela e… lá estava a andorinha!

Agora que o inverno está começando, estou voando para um país distante e quente, disse o pássaro. Você vai voar comigo nas costas? Você salvou minha vida.

Sim, eu adoraria, disse Polegarzinha. Eles voaram sobre montanhas frias e altas para um belo castelo em uma terra quente cheia de flores e árvores verdes. Ali estava a casa da andorinha. O pássaro a pousou entre lindas flores brancas e, de repente, ela viu um menino com uma coroa de ouro e asas em uma flor. Ele era o anjo da flor.

Polegarzinha achava que ele era tão bonito e tão doce. O menino se assustou com o grande pássaro, mas quando viu a menininha ficou muito feliz. Ele deu a ela sua pequena coroa e imediatamente quis se casar com ela. E Polegarzinha preferiu casar com ele do que com um sapo ou uma toupeira. No casamento ela recebeu muitos presentes, mas o mais bonito foram as asas com as quais ela poderia voar de flor em flor. O menino também deu a ela um novo nome: Maja.

A andorinha cantou uma linda canção de casamento como despedida. Ele voou para longe, para a Dinamarca. Lá ele tinha um ninho acima da janela de quem conta contos de fadas. O pássaro cantou para ele, Twiet-Twiet, e é por causa do pássaro que conhecemos toda essa história.


Créditos

Hans Christian Andersen foi um escritor dinamarquês do século XIX, mundialmente reconhecido por seus contos de fadas que atravessaram gerações. Publicado originalmente em 1835, Polegarzinha foi um dos primeiros contos escritos por Andersen com base em sua própria imaginação, afastando-se das tradições folclóricas para criar uma narrativa profundamente original sobre anseio, pertencimento e liberdade.