Os viajantes e o mar

Resumo


"Os Viajantes e o Mar" é uma fábula curta de Esopo sobre dois viajantes que observam um objeto à distância nas ondas do mar. A cada momento que se aproxima, as suas expectativas crescem — primeiro um navio de tesouros, depois um esquife de peixe, depois um baú de ouro perdido num naufrágio. Com cada passo em direção à costa, a ilusão aumenta, até que a realidade os aguarda na areia com uma lição silenciosa mas inescapável.


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Dois Viajantes caminhavam à beira-mar. Ao longe, eles viram algo cavalgando nas ondas.

“Veja”, disse alguém, “um grande navio vem de terras distantes, trazendo ricos tesouros!”

O objeto que eles viram aproximou-se cada vez mais da costa.

“Não”, disse o outro, “isso não é um navio de tesouro. Este é o esquife de algum pescador, com peixes saborosos da pesca do dia.”

Ainda mais perto veio o objeto. As ondas o levaram para a praia.

“É um baú de ouro perdido em algum naufrágio”, gritaram. Os dois Viajantes correram para a praia, mas não encontraram nada além de um tronco encharcado de água.


Créditos

Esopo foi um contador de histórias da Grécia Antiga, provavelmente do século VI a.C., cuja identidade histórica permanece envolta em mistério e lenda. As suas fábulas, transmitidas oralmente durante séculos antes de serem escritas, são conhecidas pelo uso de animais e situações simples para revelar verdades profundas sobre o comportamento humano. "Os Viajantes e o Mar" é um dos raros exemplos em que os protagonistas são humanos, tornando a sua moral sobre a ilusão e a expectativa ainda mais imediata.