Os dois potes

Resumo


"Os dois potes", fábula curta de Esopo, conta a história de um pote de latão e um pote de barro que decidem sair juntos pelo mundo. Apesar dos avisos do frágil pote de barro, o pote de latão insiste em sua proteção — mas a diferença entre os dois revela-se fatal a cada passo. A história explora, com economia e precisão, os perigos de uma companhia onde a força de um é a ruína do outro.


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Dois potes, um de latão e outro de barro, estavam juntos na pedra da lareira. Um dia, o pote de latão propôs ao pote de barro que eles saíssem juntos pelo mundo. Mas o pote de barro desculpou-se, dizendo que seria mais sensato ficar no canto perto do fogo.

“Seria preciso tão pouco para me quebrar”, disse ele. “Você sabe como sou frágil. O menor choque com certeza me despedaçará!”

“Não deixe que isso o mantenha em casa”, insistiu o pote de latão. “Vou cuidar muito bem de você. Se acontecer de encontrarmos algo difícil, eu salvarei você.

Então o pote de barro finalmente consentiu, e os dois partiram lado a lado, sacudindo-se sobre três pernas curtas primeiro para um lado, depois para outro, e esbarrando um no outro a cada passo.

O pote de barro não poderia sobreviver a esse tipo de companhia por muito tempo. Eles não tinham dado nem dez passos quando o pote de barro rachou, e no próximo solavanco ele voou em mil pedaços.

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Créditos

Esopo foi um contador de histórias da Grécia Antiga, célebre pelas suas fábulas morais protagonizadas por animais e objetos. "Os dois potes" é uma das suas fábulas menos protagonizadas por animais, usando objetos domésticos para ilustrar com argúcia os riscos das amizades entre desiguais.