O Rato E O Elefante

Resumo


A fábula "O Rato e o Elefante" de Esopo acompanha um Rato excessivamente orgulhoso que, ao ver uma régia procissão passar pela estrada, fica indignado por ninguém lhe prestar atenção. Enciumado com a admiração que o enorme Elefante do rei desperta na multidão, o Rato protesta em voz alta, convicto de que merece igual importância. Mas um olhar inesperado do Gato real coloca rapidamente o pequeno roedor no seu devido lugar — lembrando-nos que o orgulho exagerado pode ser perigosamente cego.


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Um Rato viajava pela estrada do Rei. Ele era um Rato muito orgulhoso, considerando seu pequeno tamanho e a má reputação que todos os Ratos têm. Enquanto o Sr. Rato caminhava – ele se mantinha principalmente na vala – ele notou uma grande agitação na estrada e logo uma grande procissão apareceu. Era o rei e sua comitiva.

O rei cavalgava um enorme Elefante adornado com os mais belos ornamentos. Com o rei, em seu luxuoso howdah, estavam o Cão e o Gato reais. Uma grande multidão de pessoas acompanhou a procissão. Eles ficaram tão admirados com o Elefante, que o Rato não foi notado. Seu orgulho foi ferido.

“Que idiotas!” ele chorou. “Olhem para mim, e vocês logo esquecerão aquele Elefante desajeitado! É seu tamanho grande que faz seus olhos saltarem? Ou é sua pele enrugada? Ora, eu tenho olhos e ouvidos e tantas pernas quanto ele! Eu tenho a mesma importância, e–”  

Mas então o Gato real o olhou e, no instante seguinte, o Rato soube que não era tão importante quanto um Elefante.


Créditos

Esopo foi um fabulista da Grécia Antiga, cuja vida é situada por volta do século VI a.C., sendo amplamente reconhecido como o pai das fábulas morais do Ocidente. As suas histórias, transmitidas oralmente durante séculos antes de serem escritas, servem-se de animais para ilustrar falhas e virtudes humanas. Nesta fábula em particular, o confronto cómico entre o Rato e o Elefante espelha a clássica crítica esópica à vaidade e à falta de autoconhecimento.