O lobo, o cabrito e a cabra

Resumo


A fábula "O Lobo, o Cabrito e a Cabra", de Esopo, começa quando Mamãe Cabra deixa seu filho sozinho em casa e lhe dá uma senha secreta para reconhecer sua volta. Por azar — ou destino — um lobo espreitava nas proximidades e ouviu tudo. Armado com a senha certa, ele bate à porta com voz mansa, confiante de que vai enganar o cabritinho. Mas a astúcia do filhote vai além de palavras: ele exige uma prova que o lobo jamais poderia dar.


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Mamãe Cabra estava indo ao mercado uma manhã para comprar provisões para sua família, que consistia apenas em um cabritinho e ela.

“Cuide bem da casa, meu filho”, disse ela ao cabritinho, enquanto trancava a porta com cuidado. “Não deixe ninguém entrar, a menos que ele lhe dê esta senha: ‘Abaixo o Lobo e toda a sua raça!’”

Estranhamente, um Lobo estava à espreita perto e ouviu o que a Cabra havia dito. Então, assim que a Mãe Cabra sumiu de vista, ele trotou até a porta e bateu.

“Abaixo o Lobo e toda a sua raça,” disse o Lobo suavemente.

Era a senha certa, mas quando o cabritinho espiou por uma fresta na porta e viu a figura sombria do lado de fora, não se sentiu nada tranquilo.

“Mostre-me uma pata branca”, disse ele, “ou não vou deixar você entrar.”

Uma pata branca, é claro, é uma característica que poucos lobos podem mostrar, então Mestre Lobo teve que ir embora com tanta fome quanto veio.

“Você nunca pode ter certeza”, disse o cabritinho, quando viu o Lobo fugindo para a floresta.

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Créditos

Esopo foi um fabulista da Grécia Antiga, provavelmente do século VI a.C., cuja obra atravessou milênios e continua a ser lida em todo o mundo. Suas fábulas, transmitidas oralmente antes de serem registradas por escrito, ensinam lições de prudência e esperteza por meio de animais com comportamentos humanos. Nesta história, a lição central — de que a cautela vai além de seguir instruções — é revelada com economia e precisão notáveis.