As duas cabras

Resumo


"As Duas Cabras", fábula curta de Esopo, acompanha duas cabras que se encontram no meio de um tronco estreito sobre um abismo profundo. Nenhuma das duas está disposta a ceder passagem à outra — o orgulho fala mais alto do que o bom senso. À medida que as duas avançam, chifre com chifre no centro da travessia, a torrente rugindo lá embaixo torna-se uma ameaça cada vez mais real. Uma história simples e tensa sobre o que acontece quando a vaidade vence a prudência.


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Duas cabras, brincando alegremente nas encostas rochosas de um vale montanhoso, encontraram-se por acaso, uma de cada lado de um abismo profundo através do qual jorrava uma poderosa torrente de água montanhosa. O tronco de uma árvore caída era o único meio de atravessar o abismo, e nele nem mesmo dois esquilos poderiam passar um pelo outro com segurança. O caminho estreito teria feito tremer o mais corajoso. Não é assim com as nossas cabras. Seu orgulho não permitiria que nenhuma delas ficasse de lado pela outra.

Uma pôs o pé no tronco. A outra fez o mesmo. No meio elas se encontraram chifre com chifre. Nenhuma das duas cedeu, e assim ambas caíram, para serem arrastadas pela torrente rugindo abaixo.


Créditos

Esopo foi um contador de histórias da Grécia Antiga, célebre pelas suas fábulas morais protagonizadas por animais. Embora a sua existência histórica seja debatida, as suas histórias atravessaram séculos e continuam a ser lidas em todo o mundo. "As Duas Cabras" é um dos seus exemplos mais diretos sobre as consequências fatais do orgulho obstinado.