A lebre e suas orelhas

Resumo


A fábula "A Lebre e Suas Orelhas", de Esopo, começa quando o Leão, ferido pelos chifres de um bode, decreta que todo animal com chifres deve abandonar seus domínios. A lebre, que não possui chifres, não teria motivo para temer — mas o medo nem sempre segue a lógica. Ao ver a sombra alongada de suas próprias orelhas no sol da manhã, entra em pânico e decide fugir, convicta de que o Leão a confundirá com uma criatura proibida.


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O Leão havia sido gravemente ferido pelos chifres de um bode, que ele estava comendo. Ele ficou muito zangado ao pensar que algum animal que ele escolhesse para uma refeição pudesse ser tão descarado a ponto de usar coisas tão perigosas como chifres para arranhá-lo enquanto comia. Então ele ordenou que todos os animais com chifres deixassem seus domínios dentro de vinte e quatro horas.

O comando causou terror entre as feras. Todos aqueles que tiveram a infelicidade de ter chifres começaram a fazer as malas e partir. Até a lebre, que, como você sabe, não tem chifres e, portanto, nada a temer, passou uma noite muito inquieta, tendo sonhos terríveis sobre o temível Leão.

E quando ele saiu do labirinto ao sol da manhã e viu a sombra projetada por suas orelhas compridas e pontudas, um medo terrível o dominou.

“Adeus, vizinho grilo”, ele gritou. “Estou de partida. Ele certamente perceberá que minhas orelhas são chifres, não importa o que eu diga.”

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Créditos

Esopo foi um contador de histórias da Grécia Antiga, provavelmente do século VI a.C., famoso por fábulas curtas que revelam verdades sobre o comportamento humano através de animais. "A Lebre e Suas Orelhas" ilustra como o medo irracional pode levar até os inocentes a agir como culpados — uma lição que atravessa séculos com surpreendente atualidade.