A gralha vaidosa e suas penas emprestadas

Resumo


"A gralha vaidosa e suas penas emprestadas" é uma fábula de Esopo sobre uma gralha negra que, tomada pela inveja ao avistar pavões reais no jardim do palácio, coleta penas descartadas e tenta se passar por uma delas. Rejeitada com fúria pelos pavões, que arrancam as penas emprestadas, ela retorna humilhada aos seus próprios companheiros — apenas para descobrir que eles também não a perdoaram por sua arrogância.


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A Gralha teve a chance de sobrevoar o jardim do palácio do rei. Lá ela viu com muita admiração e inveja um bando de pavões reais em toda a glória de sua esplêndida plumagem.

Ora, a gralha negra não era uma ave muito bonita, nem de maneiras muito refinadas. No entanto, ela imaginou que tudo o que precisava para se adequar à sociedade dos pavões era uma vestimenta como a deles. Então ela pegou algumas penas descartadas dos pavões e as enfiou entre suas próprias plumas pretas.

Vestida com sua elegância emprestada, ela se pavoneava entre os pássaros de sua própria espécie. Então ela voou para o jardim entre os pavões. Mas eles logo viram quem ela era. Irados com a trapaceira, eles voaram para ela, arrancando as penas emprestadas e também algumas dela.

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A pobre Gralha voltou tristemente para seus antigos companheiros. Lá, outra surpresa desagradável a esperava. Eles não haviam esquecido seu ar superior para com eles e, para puni-la, a expulsaram com uma chuva de bicadas e zombarias.


Créditos

Esopo foi um fabulista da Grécia Antiga, provavelmente do século VI a.C., cuja obra influenciou séculos de literatura moral em todo o mundo. Suas fábulas, transmitidas oralmente antes de serem registradas por escrito, usam animais como personagens para ilustrar verdades humanas universais. "A gralha vaidosa e suas penas emprestadas" é um dos exemplos mais vívidos de sua crítica à pretensão social e à falta de autenticidade.