Os cães e as peles

Resumo


"Os Cães e as Peles" é uma fábula curta de Esopo sobre um bando de cães famintos que avistam apetitosas peles de couro no fundo de um riacho. Incapazes de alcançá-las pela margem, decidem tomar a única solução que imaginam possível: beber o rio inteiro. Com determinação absurda, lambem a água sem parar — até às últimas consequências. A fábula explora com humor negro a teimosia cega e o esforço desperdiçado em planos condenados desde o início.


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Alguns cães famintos viram várias peles no fundo de um riacho onde o curtidor as havia colocado de molho. Um bom couro é uma excelente refeição para um cão faminto, mas a água era profunda e os cães não conseguiam alcançar os couros da margem. Então eles se reuniram e decidiram que a melhor coisa a fazer era beber o rio.

Todos começaram a lamber a água o mais rápido que podiam. Mas, embora bebessem e bebessem até que, um após o outro, todos explodissem de tanto beber, ainda assim, apesar de todo o esforço, a água do rio continuava alta como sempre.

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Créditos

Esopo foi um fabulista da Grécia Antiga, cuja obra atravessou séculos e continua a ser lida em todo o mundo. As suas fábulas, transmitidas oralmente antes de serem registadas por escrito, utilizam animais como protagonistas para ilustrar vícios e virtudes humanas. "Os Cães e as Peles" é um exemplo particularmente mordaz da sua crítica ao pensamento irracional disfarçado de determinação.