O macaco e o camelo

Resumo


A fábula "O Macaco e o Camelo" de Esopo começa numa grande festa em homenagem ao Rei Leão, onde o Macaco encanta todos os animais com uma dança cheia de graça e leveza. Tomado pela inveja, o Camelo decide provar que pode fazer o mesmo — ou melhor. Mas ao se erguer desajeitado sobre as patas traseiras, esticando as pernas nodosas e girando o longo pescoço, transforma o momento num espetáculo de ridículo. O que começa como vaidade termina de forma brutal e inesquecível.


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Numa grande festa em homenagem ao Rei Leão, o Macaco foi convidado a dançar para todos. Sua dança era realmente muito inteligente, e todos os animais ficaram muito satisfeitos com sua graça e leveza.

Os elogios que foram feitos ao Macaco deixaram o Camelo com inveja. Ele tinha certeza de que poderia dançar tão bem quanto o Macaco, se não melhor, então abriu caminho no meio da multidão reunida em torno do Macaco e, erguendo-se nas patas traseiras, começou a dançar. Mas o grande e desajeitado Camelo fez papel de ridículo ao esticar as pernas nodosas e torcer o longo pescoço desajeitado. Além disso, os animais tiveram dificuldade em proteger os dedos de seus cascos pesados.

Por fim, quando um de seus pés enormes chegou a dois centímetros do nariz do Rei Leão, os animais ficaram tão enojados que atacaram o Camelo com raiva e o expulsaram para o deserto.

Pouco depois, foram servidos refrescos, consistindo principalmente de corcunda e costelas de Camelo.


Créditos

Esopo foi um contador de histórias da Grécia Antiga, provavelmente do século VI a.C., cujas fábulas atravessaram milênios por transmissão oral antes de serem registradas por escrito. "O Macaco e o Camelo" é uma das suas fábulas mais diretas na crítica à inveja, terminando com uma punição coletiva que reflete a moral implacável característica do seu estilo.