A Cigarra e a Formiga

Resumo

A Cigarra e a Formiga é uma das fábulas mais conhecidas de Esopo, e nela acompanhamos um cigarra músico que passa o verão inteiro tocando violino enquanto as formigas trabalham sem descanso. Quando o frio chega e a fome bate à porta, o cigarra pede socorro às formigas — mas a resposta que recebe é tão seca quanto implacável. Uma história curta que coloca frente a frente dois modos de vida completamente opostos.

Ouvir o áudio


Ler online

Em um belo dia no final do outono, uma família de formigas estava se movimentando sob o sol quente, secando os grãos que haviam armazenado durante o verão, quando um cigarra faminto, com o violino debaixo do braço, apareceu e humildemente implorou por uma mordida para comer.

“O quê!” exclamaram as Formigas surpresas, “vocês não guardaram nada para o inverno? O que é que você estava fazendo no verão passado?

“Não tive tempo de estocar comida”, choramingou o Cigarra; “Eu estava tão ocupado fazendo música que, antes que eu percebesse, o verão já havia acabado.”

As formigas encolheram os ombros em desgosto.

“Fazendo música, você estava?” elas resmungaram. “Muito bem; agora dance!” E elas viraram as costas para o Cigarra e continuaram com seu trabalho.


Créditos

Esopo foi um contador de histórias da Grécia Antiga, provavelmente do século VI a.C., célebre por fábulas que usam animais para ilustrar verdades sobre o comportamento humano. A Cigarra e a Formiga é uma das suas narrativas mais reproduzidas ao longo dos séculos, tendo inspirado versões de autores como Jean de La Fontaine.