Um pavão, cheio de vaidade, encontrou um dia uma garça e, para impressioná-la, abriu sua linda cauda ao sol.
“Olha”, disse ele. “O que você tem para comparar com isso? Estou vestido com toda a glória do arco-íris, enquanto suas penas são cinzas como pó!”
A Garça abriu suas asas largas e voou em direção ao sol.
“Se puder, siga-me”, disse ela. Mas o Pavão ficou onde estava entre os pássaros do curral, enquanto a Garça voava em liberdade para o céu azul.

Créditos
Esopo foi um fabulista da Grécia Antiga, provavelmente do século VI a.C., cujas histórias com animais atravessaram milénios e continuam a ser lidas em todo o mundo. Esta fábula é um dos seus exemplos mais directos sobre como a vaidade pode cegar alguém para o que realmente importa — e como a verdadeira grandeza muitas vezes não precisa de se anunciar.
